a tempestade no espelho

Com máculas cinzentas no algodão

As nuvens questionando o azul perfeito
Da norma, do correto, a despeito
Sorrio; saúdo a oposição!

O chumbo pesado que pinta o céu
Extingue o sorriso do homem pequeno
Sonhando voltar ao sol, ao ameno
Cerra seu paletó cinza e cruel

Do caos furioso vou ao encontro
Sem pudor nem medo, dispo minha alma
A tempestade lava a dor de dentro

Quando o sol fulgura sobre a cidade
Ainda rio; chove em todo lugar
quando você é a própria tempestade

 

_____________________________

Como eu não tenho bom senso, resolvi iniciar outra faculdade. E foi para a aula de Fundamentos Filosóficos da Psicologia que escrevi este sonetinho. Bem, taí, registrado.

 

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~ por Mari em 8 de março de 2018.

Uma resposta to “a tempestade no espelho”

  1. This is lovely.

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