morte (I)

Costumo imaginar as pessoas mortas.

Olho para elas e vejos seus lábios descorados, as bochechas azuladas e o olhar mortiço, com as pupilas em miose.

Lamento por elas, enquanto elas ainda estão vivas, na minha frente, devorando seu jantar.

Imagino-as deitadas em seus caixões, com a maquiagem fúnebre mal feita, transformando a morte num espetáculo carnavalesco. O ar repleto de pólen das flores que entopem o caixão pra esconder o abdômem destroçado e esmagado, que a roupa não conseguiu disfarçar o formado errado, esmagado pelo caminhão.

É só um ponto de vista, compreendam.

E eu diria, inevitável.

O engraçado foi quando as coisas começaram a mudar.

(…)

Isso é o começo de algo. Escreverei mais sobre este tema, creio. Afinal, eu convivo com ele desde criança.

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~ por Mari em 19 de janeiro de 2010.

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