dança

Ela estava sentada no chão, olhando o céu noturno carregado de nuvens. As folhas do jardim pingando furiosamente a água que despencava sobre elas.
Abraçada aos joelhos, tremia de frio. Tinha corrido até chegar ali, e estava encharcada. Mas, não conseguiu entrar. Hipnotizada pelo clima, sentou-se ali no chão enlameado para apreciar a tempestade.
Ele a viu pela janela de sua casa. Era seu vizinho há alguns anos e eram amigos, até. Naquele instante, notou o seu sentimento pela primeira vez. Enlouquecedor, atordoante, urgente.
Ele nunca tinha dançado na vida.
Desceu correndo as escadas do sobrado e apareceu, já encharcado, ao portão dela. Teve que chamar-lhe pelo nome para capturar a atenção dela.
Ela veio ao seu encontro e cumprimentou-o com um beijo no rosto.
– Sente-se aqui. Olhe essa tempestade, com olhos de quem nunca viu – disse ela, puxando-o pela mão para sentar-se no canto enlameado da parede da varanda onde estava quando ele chegou.
Olharam a chuva juntos, pelo que pareceu a eternidade.
Ela nunca tinha dançado na vida.
Ele levantou-se e puxou-a pela mão.
– Dança comigo? – ele disse.
– Mas eu não sei dançar.
– Nem eu.
Abraçou-a pela cintura e ela enrolou-se em seu pescoço, e apoiou a cabeça em seu peito.
Dançaram assim, encharcados, ao som da chuva, por muito tempo.

RaindanceEla estava sentada no chão, olhando o céu noturno carregado de nuvens. As folhas do jardim pingando furiosamente a água que despencava sobre elas.

Abraçada aos joelhos, tremia de frio. Tinha corrido até chegar ali, e estava encharcada. Mas, não conseguiu entrar. Hipnotizada pelo clima, sentou-se ali no chão enlameado para apreciar a tempestade.

Ele a viu pela janela de sua casa. Era seu vizinho há alguns anos e eram amigos, até. Naquele instante, notou o seu sentimento pela primeira vez. Enlouquecedor, atordoante, urgente.

Ele nunca tinha dançado na vida.

Desceu correndo as escadas do sobrado e apareceu, já encharcado, ao portão dela. Teve que chamar-lhe pelo nome para capturar-lhe a atenção.

Ela veio ao seu encontro e cumprimentou-o com um beijo no rosto.

– Sente-se aqui. Olhe essa tempestade, com olhos de quem nunca viu – disse ela, puxando-o pela mão para sentar-se no canto enlameado da parede da varanda onde estava quando ele chegou.

Olharam a chuva juntos, pelo que pareceu a eternidade.

Ela nunca tinha dançado na vida.

Ele levantou-se e puxou-a pela mão.

– Dança comigo? – ele disse.

– Mas eu não sei dançar.

– Nem eu.

Abraçou-a pela cintura e ela enrolou-se em seu pescoço, e apoiou a cabeça em seu peito.

Dançaram assim, encharcados, ao som da chuva, por muito tempo.

Day Eleven : Love

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~ por Mari em 9 de outubro de 2009.

Uma resposta to “dança”

  1. Açúcar em form de texto?
    Não, até que esse foi mais leve. Quem sabe versão light. 😀
    Ficou bacana, pra variar.

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