medo

rainO medo é cruel, estende seus tentáculos tão gentilmente que não o vemos chegar.

Nunca tive medo algum, e, tão subitamente, ali haviam todos.

Crua e dolorosa constatação.

Agora, são medos difusos, tão concretos quanto subjetivos.

A possibilidade de nunca mais sentir-me plenamente corajosa, curiosamente, me acalma. É apenas a reafirmação da minha humanidade, e a solidificação da minha agora eterna condição.

Apenas o primeiro passo para vencer os medos: aceitá-los.

Agora, grito a quem quiser ouvir! Estou gelada até os ossos, aterrorizada, tremendo e chorando baixinho.

E eu quero que o mundo me veja, justamente por achar que eles não me entenderiam!

Quando tudo é feito pra quebrar, eu só quero que você saiba quem eu sou de verdade.

E, quem eu sou, é apenas quem eu acredito ser.

E, aqui, com todos os medos do mundo, eu abro os meus braços e sinto a chuva cair.

triskel

and we sense the danger
but don’t wanna give up
‘cause there’s no smile of an angel
without the wrath of god

 

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~ por Mari em 21 de novembro de 2008.

2 Respostas to “medo”

  1. “E, quem eu sou, é apenas quem eu acredito ser.”

    És tão bela quanto seus sentimentos, e tão forte e corajosa como te vejo!!!

    Te amo

  2. “E, deitado na relva, ele chorou.”
    Pronto, mais uma frase (:

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