sonhos

E todos os dias ela sonha.

Nesta realidade, ela é apenas humana, e não há redoma de vidro nenhuma para eternizar seus sonhos em estrelas numa escuridão contida.

Eles acabam afundando em sua mente caótica.

Mas emergem, ocasionalmente.

E quando acontece, ela suspira, e tenta entender.

Não consegue.

“Não há o que entender, são apenas sonhos, é loucura da minha cabeça. Nada disso faz sentido.”

Mentira. E ela sabe. Mas mentiu para si mesma a vida toda.

Então, ela ri, sem poder gritar.

Seu riso se torna histérico, e por dentro, há apenas um grito desesperado, um choro contido por tanto tempo.

E quando as lágrimas de riso caem em sua boca, elas são amargas como fel, como seriam se houvessem sido choradas do jeito certo.

Lágrimas estas que são engolidas, e se tornam sonhos novamente.

Sonhos que não deveriam nunca ser sonhados.

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~ por Mari em 2 de novembro de 2008.

Uma resposta to “sonhos”

  1. só uma palavra: será?

    e isso me dá medo… mas estou feliz… vc sabe disso

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