saturnando

Aqui em Saturno, sonham-se sonhos silenciosos e amargos.

Notalvemente soturno, Saturno anoitece-se enobrecendo e amaldiçoando a pequena enclausurada criatura enfurnada na toca, tocando-a na alma e anoitecendo-a também.

Saturno torna eterno o que era enfermo, implora por muito onde há nada. Aceita o pouco que espreme, as míseras gotas salgadas de desesperos há muito engolidos, sofridos e idos.

Não tão idos, e ele ri.

Saturnando aprecio da minha toca intocável o sabor da noite quase não anoitecida.

Aquela nesga de sol que ainda se vê faz brilhar a única lágrima que pende de um olho cansado, casado com Saturno, sempre soturno, afinal.

Nada neste texto foi por acaso.

– Saturnine.

You give
You learn
You live
You learn
I guess what ever you may find
It’s all right to eat a piece of your mind…

(e eu acho que só uma cabeça nesta terra vai entender -quase- tudo o que eu disse, infelizmente.)

 

 

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~ por Mari em 18 de outubro de 2008.

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