indiferença
O amor e o ódio não são antagonistas. Nem irmãos, nem amantes, como a agonia e o êxtase.
São o mesmo sentimento. Afetam da mesma forma, engrandecem e nulificam na mesma medida. Inebriam e envolvem, criam e desfazem laços, inquietam e embalam.
Dividem o mesmo espaço, e os mesmos personagens.
E nem sempre a face ativa é clara.
Apenas um sentimento antagoniza ambos amor e ódio:
a indiferença.
E ela vem, instala-se lentamente, abranda o fogo do amor/ódio e não os deixa voltar.
Às vezes eles voltam, com outros personagens, outros marionetes pra brincar.
Mas a indiferença não vai embora, e depois ela só cresce.
Cresce, e cresce.
Tanto que no fim, o que resta é só a saudade de sentir saudade.
E depois, não resta mais nada.

Nem sei oq comentar… Acho q vc tem toda razão, eu acho…
Rogério disse isso em 23 23UTC Fevereiro 23UTC 2009 às 3:58 am
Nenhum sentimento que eu conheça causa tanta agonia quanto a indiferença alheia.
Utiliza-la como vingança é ir contra a própria definição de indiferença, mas ainda assim, é uma das mais eficazes e “indolores”. Contra ela, não há luta, justificativa, motivo ou reclamação que seja eficaz.
Pedro Luiz disse isso em 13 13UTC Março 13UTC 2009 às 12:30 pm